Pré-diabetes: como tratar

A maior parte dos casos de pré-diabetes são assintomáticos, o paciente só saberá do problema, às vezes, por um exame laboratorial de rotina.

O diabetes é uma doença crônica que causa uma disfunção no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios. Tornou-se um problema de saúde pública mundial e sua prevalência vem aumentando consideravelmente. Os fatores que contribuem para isso são os maus hábitos alimentares, estilo de vida, obesidade, sedentarismo, entre outros. Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos 10 anos, o número de brasileiros diabéticos aumentou em mais de 61%, englobando 8,9% da população.

Um paciente é considerado com alto risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 quando ele apresenta níveis de glicose de jejum e hemoglobina glicada altos. Essa alteração não estabelece o diagnóstico da doença, mas pode ser considerado um pré-diabetes. Portanto, essa alteração que ocorre antes do desenvolvimento do diabetes trata-se de um estágio de risco. Nesse caso os valores glicêmicos estão acima do normal, porém abaixo dos números que indicam a presença do diabetes.

A maior parte dos casos de pré-diabetes são assintomáticos, o paciente só saberá do problema, às vezes, por um exame laboratorial de rotina. As pessoas devem levar em consideração o histórico familiar relativo a doença para redobrarem os cuidados. O paciente deve ficar alerta se os valores de glicemia em jejum estiverem maiores ou iguais a 100 mg/dL e de hemoglobina glicada for maior ou igual a 5,7%. Índices de glicemia de jejum maiores ou iguais a 126 mg/dL e de hemoglobina glicada maiores ou iguais a 6,4% configuram diagnóstico de diabetes. O pré-diabetes também é um fator de risco adicional para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O fator positivo do pré-diabetes é que as pessoas que recebem esse diagnóstico podem reverter esse problema através da adoção de novos hábitos de vida como melhorar a alimentação, perder peso, realizar atividade física regularmente, evitar a ingestão excessiva de doces, refrigerantes e fast foods. O uso de medicamentos já pode ser recomendado desde a fase do pré-diabetes em alguns casos selecionados, de acordo com a orientação médica.

Renata Dessordi

Renata Dessordi é nutricionista formada pela Universidade de Ribeirão Preto, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva. Mestra em Alimentos e Nutrição pela Unesp. Doutoranda em Alimentos e Nutrição pela USP/Unesp. Auriculoterapeuta Francesa.

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