‘A Pandemia acaba quando se esgotarem os indivíduos suscetíveis à doença’

O médico Dr. José Mário Martins Brandão tem encarado de frente a Pandemia de Coronavírus, e revela os momentos marcantes em mais de um ano, e também como os idosos podem ter uma melhor qualidade de vida.

Hoje (17/06) apresentamos a 35ª história da nossa série de reportagens “Personagens de Cravinhos”. O projeto consiste em mostrar, um pouco das pessoas que levam o nome da cidade por todos os cantos do mundo, bem como se destacam no próprio município, com seus empreendimentos, talento, simplicidade e carisma.

E dessa vez vamos contar a história do médico José Mário Martins Brandão, 46 anos, que se formou pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Em seguida concluiu sua Residência Médica em Clínica Geral (2003-2005) e Geriatria (2006-2007), ambas no HC de Ribeirão Preto.

“Comecei a trabalhar em Cravinhos em julho de 2008, inicialmente como plantonista e no mesmo ano já como coordenador/diretor técnico do Pronto Socorro. Em Ribeirão Preto faço parte do Grupo São Francisco desde 2007 e já fui Médico Hospitalista e Médico do Home Care da Unimed Ribeirão Preto”, conta Dr. José Mário Brandão.

O médico em 2007-2008 também foi professor do curso de Medicina da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), em que pôde passar um pouco de seu aprendizado aos alunos.

E nessa semana o Dr. José Mário bateu um papo com a nossa equipe de reportagem, em que relatou um pouco como tem sido enfrentar a Pandemia Mundial de Coronavírus. Suas histórias e emoções dentro da clínica médica. Acompanhe!

Se José Mário Brandão não fosse médico escolheria a profissão de professor
Foto: Arquivo Pessoal

InterTV Web – Quando decidiu que se tornaria médico? 

José Mário Brandão – Ainda na infância, quando ajudava a cuidar de meu avô, que era portador de doença cardíaca.

InterTV Web – Se não fosse médico, o que seria?

José Mário Brandão – Seria professor. Gosto de ensinar e considero uma profissão nobre. Eles são a base de todo o sistema educacional.

InterTV Web – Você tem se destacado na cidade de Cravinhos em sua profissão. Qual a sensação desse reconhecimento da população? 

José Mário Brandão – A sensação é de gratidão pela confiança depositada em mim desde que comecei meu trabalho. Sou grato pela população ter me acolhido e por poder continuar ajudando as pessoas.

InterTV Web – Qual o momento mais marcante que você teve em sua profissão? 

José Mário Brandão – Sou grato a Deus pelas vezes em que, junto com as equipes em que trabalhei, pudemos salvar a vida de um paciente.

InterTV Web – Qual a história mais marcante que você tem com a cidade de Cravinhos? 

José Mário Brandão – É a continuidade de uma história. Meu falecido avô era cravinhense. Meu tio trabalhou como técnico de radiologia e técnico de laboratório na Santa Casa de Cravinhos na década de 1960. E agora estou tendo a oportunidade de trabalhar na cidade, assim como meu avô e meu tio também o fizeram.

InterTV Web – O que Cravinhos significa em sua vida? 

José Mário Brandão – Cravinhos significa um lugar onde posso trabalhar para servir à população. É um local onde me sinto útil, pois percebo que posso fazer a diferença na vida das pessoas.

“Mesmo com o aumento do número de vagas de UTI e Enfermaria nos hospitais, infelizmente, a região de Ribeirão Preto tem enfrentado um aumento no número de casos”
Foto: Arquivo Pessoal

InterTV Web – Você algum dia imaginou que poderia estar na linha de frente de uma Pandemia? 

José Mário Brandão – Logo após me formar em 2001 nunca imaginei. Mas após ter trabalhado na Pandemia de H1N1 (2010) passei a ver como provável o surgimento de uma nova doença e trabalhar novamente como linha de frente.  

InterTV Web – Como você enxerga a atual situação da Pandemia na região de Ribeirão Preto? 

José Mário Brandão – Mesmo com o aumento do número de vagas de UTI e Enfermaria nos hospitais, infelizmente a região de Ribeirão Preto tem enfrentado um aumento no número de casos. Espero que em breve haja uma redução desses casos para que possamos retornar à normalidade.

InterTV Web – Durante essa Pandemia teve um momento que foi mais marcante que levará para o resto da vida? 

José Mário Brandão – Sim. Digo que são dois momentos: quando o primeiro paciente do nosso município, internado na Santa Casa Cravinhos com COVID-19, teve alta hospitalar. E quando, infelizmente, o médico Dr. Paulo Rahme faleceu.

InterTV Web – A Pandemia só acaba quando todos forem vacinados? 

José Mário Brandão – A Pandemia acaba quando se esgotarem os indivíduos suscetíveis à doença, ou seja, quando a população estiver protegida pela imunidade natural (por ter contraído a doença) ou pela vacinação.

InterTV Web – O que você melhoraria na área da Saúde nacional para o enfrentamento dessa Pandemia? 

José Mário Brandão – Maior oferta de vacinas

InterTV Web – Você tem sua especialização em Geriatria. Acredita que cada vez mais os idosos estão envelhecendo com qualidade de vida? 

José Mário Brandão – Sim, cada vez mais os idosos estão se preocupando na prevenção de doenças, que começa com hábitos de vida saudáveis (boa alimentação, dormir bem, prática de atividade física supervisionada). Além disso, os idosos estão mais preocupados em manter um seguimento clínico de rotina. Esses dois fatores fazem a diferença na qualidade de vida dos idosos de hoje.

InterTV Web – Suas considerações finais.  

José Mário Brandão – Em primeiro lugar sou grato a Deus por me dar oportunidades de ajudar as pessoas através da Medicina. Sou muito grato à toda equipe da área da Saúde de Cravinhos (de todas as áreas, desde o administrativo até as áreas de apoio e operacional). É através do trabalho de todos eles que tenho a possibilidade de exercer a minha profissão da melhor forma possível. Obrigado à toda população cravinhense pela confiança em mim depositada. Agradeço também pela oportunidade de contar um pouco da minha história.

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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